terça-feira, 17 de abril de 2012
Olhando pra trás.
Antes de dormir zilhões são os pensamentos que passam pela louca cabeça de Ana. Um muito engraçado que lhe veio recentemente a cabeça foi de quando ela tinha uns onze anos e que teve uma paixão platônica por um ator lindíssimo de um filme que ainda hoje é fã. Ao lembrar-se de tal situação sorri bestamente, chegando a achar-se ridícula por não somente ter se apaixonado por um "astro do cinema internacional" que sequer saberá da sua humilde existência algum dia, como também pelos dias em que acordava pensando e ia dormir chorando por causa de seu grande e impossível amor.
Prestes a pegar no sono, Ana rezava a Deus que atendesse seus pedidos de que um dia pudesse conhecê-lo pessoalmente ou que Deus tivesse piedade e arrancasse do seu peito aquele maldito sentimento. "Não sei se por coincidência ou milagre de Deus", pensava ela, o amor e junto com ele todo o sofrimento cessou e logo um amor de carne e osso surgiu na sua vida. Um garoto que a observava enquanto ela jogava vôlei no meio da rua com outras crianças... Mas esse é outro episódio que Ana prefere não se lembrar, com ele veio o primeiro beijo, em que Ana de tanta emoção quase desmaiou, tremeu-se todinha e saiu correndo sem sequer olhar para trás; todo o transtorno rendeu-lhe cinco dias dentro de casa, pois morria de medo de sair e dar de cara com o "beijoqueiro afoito" que foi logo lhe enfiando a maldita língua na boca. Pode até parecer engraçado e ela própria, quando olha pra trás ate esboça um sorriso, riria mais se não tivesse sido trágico e traumatizante seu primeiro e tão esperado beijo. Pena ter-se transformado em pesadelo.
Ana olha pro seu breve passado, mas percebe que já viveu coisas bem interessantes, capazes até de se fazer um livro "As peripécias de Ana", um titulozinho bastante cafona, diga-se de passagem, e poderia passar noites acordada se nada precisasse fazer na manhã seguinte, apenas se lembrando do seu passado praticamente presente.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Descobrindo-se Ana.
Parece até que Ana estava pressentindo que teria muito tempo ocioso para realizar a leitura daquele livro, tamanha sua ânsia de ir comprá-lo. Quando o amigo ligou para ela no dia anterior já a noitinha para lhe dizer quantas sensações aquela leitura o causara e trazendo o livro até ela no dia seguinte, ela já o desejara ler. Foi preciso apenas a leitura do primeiro e grande parágrafo para que ela se identificasse por completo com ele.
O livro fala de muitas coisas que Ana deseja ouvir e a leitura lhe provoca sensações semelhantes as do amigo, sensações quentes, das quais ela não consegue fugir, tornando-se mais forte que ela; quando se percebe seu corpo já está quente, vermelho e vivo; vivo como há tempos não se mostrava. Ela gosta da sensação e como gosta! A leitura, assim como outras que realizou não faz tanto tempo, se encaixa quase que completamente no momento em que ela está vivendo.
Não fosse o sono que bate a sua porta de instante em instante, ela já teria devorado todas aquelas páginas vorazmente; mas quando se dá conta, o raciocínio e a assimilação lógica das palavras vai se fazendo rasteira e é obrigada a cochilar. por outros momentos, é inevitável que seus pensamentos não viagem para um certo lugar, um certo momento, um certo alguém... e aí as palavras vão sendo lidas, mas o que o cérebro vê são as lembranças e não a leitura presente. Tudo isso é mais forte que ela e junto com as lembranças é despertado em Ana as mesmas sensações do livro, o seu corpo quente, a boca seca, os fluidos não lhe poupam; Ana excita-se constantemente; o sono lhe salva. Enquanto dorme as sensações perturbadoras lhe dão um pouco de sossego.
Pensa em fazer testes. Testar as pessoas. Sumir-se, negar-se. Pedir disfarçadamente que ele venha até ela. Ele, pois ela ainda não pode chamá-lo de seu. Não que Ana não saiba que ninguém é de ninguém literalmente falando, ninguém é propriedade de ninguém, mas figuradamente ela gostaria que ele fosse seu, gostaria de sentir-se sua e ele dela e só, e de mais ninguém. Queria ter certeza disso.
Outra coisa de que Ana se satisfaz: ter a mínima certeza das coisas. Mas, vem se convencendo cada dia mais que se tem uma coisa mais incerta na vida é a própria vida. Para ela, a vida talvez devesse se chamar "incerteza": "Olá, tudo bem? Como vai sua incerteza?"; talvez tudo fizesse mais sentido... Mesmo sabendo disso, engana-se esperando certezas de algo.
Acredita que com um tipo de afastamento, com a ausência, causará a falta e consequentemente a saudade em alguém; o alguém que ainda não pode chamar de seu, mas gostaria de chamar, não por amor ou paixonite aguda. Não. Sabe-se bem que ela não está a-pai-xo-na-da; porém, sente-se alguma coisa diferente dentro de si, entusiasmos talvez, ou mesmo tesão, porque não admiti-lo? Um sinal piscando, dizendo a ela que talvez ela queira realmente viver algo com um alguém e que também, até que não seria má ideia apaixonar-se por aqueles olhinhos que a observam tão bobamente.
O livro fala de muitas coisas que Ana deseja ouvir e a leitura lhe provoca sensações semelhantes as do amigo, sensações quentes, das quais ela não consegue fugir, tornando-se mais forte que ela; quando se percebe seu corpo já está quente, vermelho e vivo; vivo como há tempos não se mostrava. Ela gosta da sensação e como gosta! A leitura, assim como outras que realizou não faz tanto tempo, se encaixa quase que completamente no momento em que ela está vivendo.
Não fosse o sono que bate a sua porta de instante em instante, ela já teria devorado todas aquelas páginas vorazmente; mas quando se dá conta, o raciocínio e a assimilação lógica das palavras vai se fazendo rasteira e é obrigada a cochilar. por outros momentos, é inevitável que seus pensamentos não viagem para um certo lugar, um certo momento, um certo alguém... e aí as palavras vão sendo lidas, mas o que o cérebro vê são as lembranças e não a leitura presente. Tudo isso é mais forte que ela e junto com as lembranças é despertado em Ana as mesmas sensações do livro, o seu corpo quente, a boca seca, os fluidos não lhe poupam; Ana excita-se constantemente; o sono lhe salva. Enquanto dorme as sensações perturbadoras lhe dão um pouco de sossego.
Pensa em fazer testes. Testar as pessoas. Sumir-se, negar-se. Pedir disfarçadamente que ele venha até ela. Ele, pois ela ainda não pode chamá-lo de seu. Não que Ana não saiba que ninguém é de ninguém literalmente falando, ninguém é propriedade de ninguém, mas figuradamente ela gostaria que ele fosse seu, gostaria de sentir-se sua e ele dela e só, e de mais ninguém. Queria ter certeza disso.
Outra coisa de que Ana se satisfaz: ter a mínima certeza das coisas. Mas, vem se convencendo cada dia mais que se tem uma coisa mais incerta na vida é a própria vida. Para ela, a vida talvez devesse se chamar "incerteza": "Olá, tudo bem? Como vai sua incerteza?"; talvez tudo fizesse mais sentido... Mesmo sabendo disso, engana-se esperando certezas de algo.
Acredita que com um tipo de afastamento, com a ausência, causará a falta e consequentemente a saudade em alguém; o alguém que ainda não pode chamar de seu, mas gostaria de chamar, não por amor ou paixonite aguda. Não. Sabe-se bem que ela não está a-pai-xo-na-da; porém, sente-se alguma coisa diferente dentro de si, entusiasmos talvez, ou mesmo tesão, porque não admiti-lo? Um sinal piscando, dizendo a ela que talvez ela queira realmente viver algo com um alguém e que também, até que não seria má ideia apaixonar-se por aqueles olhinhos que a observam tão bobamente.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Nem tão de luxo assim.
O texto, parece até brincadeira, falava de uma boneca que era disputada por duas meninas, a boneca foi puxada de um lado para o outro e no fim, ficou despedaçada e trocada por outros brinquedos que continuavam inteiros, perfeitos.
É tarde agora, mas me lembro do texto e o que me vêm é a impressão de ter certa semelhança com essa boneca. Hoje me sinto assim, jogada, puxada de um lado ao outro, sem poder ter uma decisão própria, como se a vida me fosse fictícia, e talvez sequer me pertencesse.
Porque?
Não sei. Apenas sinto.
Talvez nem devesse sentir, pois me lembrando de Platão, os sentidos nos enganam e tudo não passa de uma grande ilusão. Vã filosofia, essa que quase nada me ensinou, além de fazer perder-se o tempo, esvaiu-se no esquecimento, que agora só me resta dela a melancolia, de uma noite em que eu já deveria estar dormindo e estou aqui a falar coisas com coisas de bonecas e filosofia para que ninguém leia, apenas eu; o que já é de grande valia, pois o que me adianta sentir tudo isso aqui e não ter ao menos o direito de pôr para fora?
Já que o direito da tomada de decisão, esse o mais importante, me é tomado ás mãos?!
Desumanidades.
Dentre os milhões de pensamentos que me vêm a cabeça, um que aparece com grande frequência é o de que as pessoas que gostam de dormir, nos tempos de hoje são incrivelmente criticadas.
Fico me perguntando o porque disso, já que podemos partir do pressuposto de que dormir é uma das necessidades básicas do ser humano, assim como comer e descartar aquilo que se come. Pare para pensar: é muito natural uma pessoa chegar pra você e dizer que faz dias que não dorme direito, que simplesmente não há tempo para dormir, que não pode dormir por causa de um monte de trabalho que precisa realizar, e fala isso com orgulho! O orgulho maior do mundo, como se o 'não-sono' fosse motivo de honra, sabedoria ou responsabilidade.
Agora, outra questão: se alguém chega pra você e diz que faz dias que não vai ao banheiro, pois não tem tempo, que sua vida agitada não permite que ela perca tempo para ir ao banheiro, e que se orgulha disso pois é sinal de responsabilidade e caráter não ir ao banheiro! Você pensa em duas possibilidades: Ou essa pessoa está doente mentalmente falando, ou está podre por dentro...
Se ambas situações tratam-se de necessidades físicas, humanas, essenciais para a sobrevivência, porque tamanha diferença existente entre elas?
Gosto, gosto mesmo de dormir! Se sou preguiçosa? Talvez seja mesmo! E aí? Que problema tenho eu em ser um ser humano com características humanas?!
Boa noite.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Ré.
E se a única solução fosse nos jogarmos daqui?
Olha querida, olha lá em baixo, as pessoas andando de um lado para o outro, frenéticas, parecem formigas em meio a um formigueiro de gente.
Não nos é mais permitido ficar aqui, nós duas, não.
Se você tiver uma melhor ideia, me fala. Anda! Me diz!
Fala-me sempre do fim! Eu te apresento o fim e não me importa se não é o que tu imaginaste nessa tua cabecinha de vento... mas o é. É o fim. Eu o apresento.
Você está com medo? Perto de mim você não tem mais medo, é isso? Mas eu estou vendo ele. O medo em teus olhos. Nas tuas mãos frias.
Segura firme a minha mão. Não tens medo, minha querida, meu amor, meu bem querer, tudo que há de mais encantador nessa vida, meu chuchuzinho, minha gracinha, brilho dos meus olhos, e os meus miolos espalhados lá em baixo! Anda, fala a verdade, você pensa o que?! Que eu sou uma idiota?!
Você pensa que eu sou inocente o bastante pra me jogar antes de você?! É isso! Eu tô vendo nos teus olhos sua miserável, insuportável!
Eu odeio você, eu odeio você! Você vai apodrecer perto da indiferença! Não é isso que você deseja?! Os meus miolos espalhados?! Então fica com a maldita vida de indiferença que você quer pra você!
Adoro fazer cócegas em você, sabia?
Você já se olhou no espelho hoje? Você deveria se olhar a cada minuto no espelho, uma mulher linda assim, tem que olhar sua imagem no espelho de instante em instante.
Olha querida, olha lá em baixo, as pessoas andando de um lado para o outro, frenéticas, parecem formigas em meio a um formigueiro de gente.
Não nos é mais permitido ficar aqui, nós duas, não.
Se você tiver uma melhor ideia, me fala. Anda! Me diz!
Fala-me sempre do fim! Eu te apresento o fim e não me importa se não é o que tu imaginaste nessa tua cabecinha de vento... mas o é. É o fim. Eu o apresento.
Você está com medo? Perto de mim você não tem mais medo, é isso? Mas eu estou vendo ele. O medo em teus olhos. Nas tuas mãos frias.
Segura firme a minha mão. Não tens medo, minha querida, meu amor, meu bem querer, tudo que há de mais encantador nessa vida, meu chuchuzinho, minha gracinha, brilho dos meus olhos, e os meus miolos espalhados lá em baixo! Anda, fala a verdade, você pensa o que?! Que eu sou uma idiota?!
Você pensa que eu sou inocente o bastante pra me jogar antes de você?! É isso! Eu tô vendo nos teus olhos sua miserável, insuportável!
Eu odeio você, eu odeio você! Você vai apodrecer perto da indiferença! Não é isso que você deseja?! Os meus miolos espalhados?! Então fica com a maldita vida de indiferença que você quer pra você!
Adoro fazer cócegas em você, sabia?
Você já se olhou no espelho hoje? Você deveria se olhar a cada minuto no espelho, uma mulher linda assim, tem que olhar sua imagem no espelho de instante em instante.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Agonia.
Só agora me passou pela cabeça escrever algo, talvez alivie tudo isso aqui.
Olhar para os lados e uma única sensação de angústia e não ter para onde ir nem o que fazer.
Quero voz, literalmente; voltar a falar. Tinha a consciência do pesar daquele que naturalmente nunca falou. Hoje, sinto como se faltasse-me um membro, anormalidade, vontade de expressão não autorizada, impotência, ausência daquilo que me faz ser tão eu.
Não apenas falar, mas também a vontade de gritar isso que sufoca e espreme meu ser como nunca antes.
Restou-me um pouco de dignidade, e a vontade do dia de noiva que não terei daqui para o fatídico dia: unhas pintadas de vermelho, um banho muito bem tomado, camomila na pele; não adiantou muita coisa, agonio-me a qualquer respiração. Conversas a distância me animam, não nego, mas o pé atrás não permite que eu voe longe. Uma ligação esperada acontece e é o suficiente pra que eu me renda e quebre o silêncio.
A paciência se afasta de mim a cada fração de segundo e mesmo que eu tente o controle, ele teima em fugir de mim. O computador não ajuda! A vontade de quebrar é forte, pena que custa dinheiro, fosse ele de graça, a uma hora dessas estaria no chão...
Paciência, é preciso muita paciência, porém, diante de tamanha agonia, torna-se impossível.
Olhar para os lados e uma única sensação de angústia e não ter para onde ir nem o que fazer.
Quero voz, literalmente; voltar a falar. Tinha a consciência do pesar daquele que naturalmente nunca falou. Hoje, sinto como se faltasse-me um membro, anormalidade, vontade de expressão não autorizada, impotência, ausência daquilo que me faz ser tão eu.
Não apenas falar, mas também a vontade de gritar isso que sufoca e espreme meu ser como nunca antes.
Restou-me um pouco de dignidade, e a vontade do dia de noiva que não terei daqui para o fatídico dia: unhas pintadas de vermelho, um banho muito bem tomado, camomila na pele; não adiantou muita coisa, agonio-me a qualquer respiração. Conversas a distância me animam, não nego, mas o pé atrás não permite que eu voe longe. Uma ligação esperada acontece e é o suficiente pra que eu me renda e quebre o silêncio.
A paciência se afasta de mim a cada fração de segundo e mesmo que eu tente o controle, ele teima em fugir de mim. O computador não ajuda! A vontade de quebrar é forte, pena que custa dinheiro, fosse ele de graça, a uma hora dessas estaria no chão...
Paciência, é preciso muita paciência, porém, diante de tamanha agonia, torna-se impossível.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Final de semana.
Sim.
Acredito que as coisas acontecem porque não sei ao certo o motivo, ela têm que acontecer. Pode ser coisa de imaginação, de crendice besta de signo, ou simplesmente a vida que mostra que as coisas simplesmente assim acontecem.
Porque as pessoas não foram a festa? Porque restou apenas três na piscina? Porque tanto vinho?
Acredito que isso talvez se trate de fase; uma fase que talvez ficou aqui engasgada por uns sete ou oito meses e que agora teima em não querer passar. Questiono-me se isso é bom, ou ruim e preocupo-me, preocupo-me muito, como se eu não pudesse viver aquilo tudo o que explode aqui dentro, dentro dos meus orgãos, do meu sangue, da minha boca, do meu eu mais profundo.
E por que não?
Porque não viver o que a vida proporciona?
Inquieto-me quando penso naqueles livros ali empilhados na instante, ou ao ver as xerox de palavras difíceis me circundando por onde quer que eu vá dentro das paredes roxas e amarelas do meu recanto. Vejo os papéis com anotações pela metade, as letras rabiscadas, muitas idéias, assimilações, a conclusão do curso, o ar faltando, as borboletas em meu estômago e um único pensamento: sexta está perto.
E tudo isso me parece por vezes que estou vivendo uma vida nova, que talvez não pertença a mim, mesmo que o antigo coração continue pulsando aqui dentro; e as borboletas continuam batendo asas fortemente, e os pensamentos em contradição!
Ah!
Garçom, me traga uma cerveja bem gelada! E um guaraná também, que é pra misturar. Descobri essa doce e agradável mistura esse final de semana.
Nada doce e agradável é a mistura que se dá em minha cabeça, ao pensar em toda essa fase. Toda fase passa.
A semana também. Amanhã já quinta, e sexta vem aí.
Acredito que as coisas acontecem porque não sei ao certo o motivo, ela têm que acontecer. Pode ser coisa de imaginação, de crendice besta de signo, ou simplesmente a vida que mostra que as coisas simplesmente assim acontecem.
Porque as pessoas não foram a festa? Porque restou apenas três na piscina? Porque tanto vinho?
Acredito que isso talvez se trate de fase; uma fase que talvez ficou aqui engasgada por uns sete ou oito meses e que agora teima em não querer passar. Questiono-me se isso é bom, ou ruim e preocupo-me, preocupo-me muito, como se eu não pudesse viver aquilo tudo o que explode aqui dentro, dentro dos meus orgãos, do meu sangue, da minha boca, do meu eu mais profundo.
E por que não?
Porque não viver o que a vida proporciona?
Inquieto-me quando penso naqueles livros ali empilhados na instante, ou ao ver as xerox de palavras difíceis me circundando por onde quer que eu vá dentro das paredes roxas e amarelas do meu recanto. Vejo os papéis com anotações pela metade, as letras rabiscadas, muitas idéias, assimilações, a conclusão do curso, o ar faltando, as borboletas em meu estômago e um único pensamento: sexta está perto.
E tudo isso me parece por vezes que estou vivendo uma vida nova, que talvez não pertença a mim, mesmo que o antigo coração continue pulsando aqui dentro; e as borboletas continuam batendo asas fortemente, e os pensamentos em contradição!
Ah!
Garçom, me traga uma cerveja bem gelada! E um guaraná também, que é pra misturar. Descobri essa doce e agradável mistura esse final de semana.
Nada doce e agradável é a mistura que se dá em minha cabeça, ao pensar em toda essa fase. Toda fase passa.
A semana também. Amanhã já quinta, e sexta vem aí.
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