segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Rose.

Hoje pensei em escrever simples.
O que sinto, talvez eu saiba o que é, ou talvez não queira entender, apenas sentir.
Essas sensações gelam-me o espírito.
Não consigo não compartilhar com algumas pessoas, perguntar o que fariam em meu lugar, mas não adianta; sou eu, apenas eu posso me compreender ou ao menos tentar.
Sinto-me por vezes aprisionada, dentro de padrões que não tenho e não quero seguir! Porque preciso me submeter por vezes a isso?!
Tudo seria tão mais simples se a vida fosse menos complicada, padrões quebrados, relações assumidas sem medo de que se quebrasse a cara, todos fôssemos felizes, realizássemos nossas vontades de viver, simplesmente viver além daquilo que nos é colocado!
Eu quero tanto ser feliz, experimentar, viver, por que não?!
Será que eu mesma não me permito, será que o mundo é complicado ou eu que complico.
Dá-me luz!
Dá-me luz!
Hoje só tenho a agradecer as lindas companhias que me ouviram e me apoiaram.
Dá-me luz
Eu quero amor
Quero amar
Ser feliz
Dá-me luz!
Dá-me luz!
Por vezes me sinto assim.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Meu Deus!

O que são essas coisas aqui dentro?
Minha coluna dói.
O pensamento não para.
Sinto-me viva e estagnada.
Estico-me e encolho ao mesmo tempo.
Amanhã é sábado, quero extravasar, me falta dinheiro ou coragem?
Parece que não fiz nada no dia de hoje a não ser rir e pensar.
Sempre os pensamentos, que sugam minha sanidade.
Os cabelos estão sujos e amanhã acordo cedo.
Me preocupo com a noite, ligo, mando mensagens, quero abraço, companhia.
Ainda não sei.
Meus ossos falam comigo a todo instante.
Talvez não quizesse estar aqui, não agora.
A admiração anterior não cessa.
Leio Adélia, sinto-me feliz, mas falta algo ainda.
Estou confusa, (grande novidade)
O ócio me faz comer e pensar.
Quero explodir; não consigo.
As costas doem
Estou enjoada
As pernas coçam
O ronco do estômago.
Posso eu com isso? Comigo?
Ainda não sei.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Vai dormir menina, teu mal é sono!

Ah!

Se eu pudesse sair correndo pelas ruas, mesmo sem ter rumo.
Sem precisar voltar ou chegar em algum lugar.
Se o céu permanecesse azul claro por todo o dia.
E eu tivesse uma bicicleta cor de rosa cheia de fitilhos coloridos pendurados nela.
Sair correndo de patins em uma cidade onde não houvessem carros ou motos.
Se eu tivesse coragem de nas costas colocar uma mochila bem pesada com menos da metade das minhas coisas.
E fosse por ai, sem medo de amar, aquilo ou aqueles.
Escapasse das conversas cansadas.
E pudesse viver de escrever aquilo que meu coração diz.
Colorir muros com as cores mais simples.
Sonhar verdadeiramente acordada.
E escutar o som dos pássaros perto de mim.
Se eu pudesse chorar pra fora o que chora agora por dentro.
Se eu não tivesse medo de ser feliz.
Se as pessoas ficassem sempre perto de mim.
Se eu pudesse ser eu, em todos os momentos.
Ah.

Encantamentos


Obrigo-me a dormir ao menos até que toque o despertador, vou de um lado para o outro.
Uma noite inteira de sonhos revelam-me aquilo que não quero deixar que aconteça;
um corpo, uma boca se mostram.
A cabeça encostada na pia do banheiro e os dedos dos pés, antes com as unhas pintadas de branco, agora com a pintura arranhada pelo chão de ontem de tarde.
A blusa lavada, mas o cheiro do forte perfume permanece. Uma presença.
Afogo-me em chocolates para curar uma possível falta. De manhã o café não permitido e o inevitável esvaziamento.
Sinto-me leve e pesada ao mesmo tempo.
Brigo comigo mesma na fila: sim e não; sim e não; talvez.
Não sei, falta-me compreensão.
Peço a Ele que eu possa compreender-me. Sentir é perigoso.
E o que será feito de hoje? Que não se faz mais necessário o encontro?
Os pensamentos aos poucos irão embora, mais um começo de semana em plena terça-feira, outras parcerias surgirão e então!
Encantarei-me novamente?
Talvez sim, talvez não. Talvez sim, talvez não.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sede.


Pessoas
Gestos
Comida
Arte
Teatro
Corpo
Poesia
Conhecimento
Descoberta
Cores
Sabores
Pele
Homem
Mulher
Gente
Música
Sonho
Mundo
Lugares
Costumes
Tradição
Sexo
Sensação
Frio
Aconchego
Beijo
Abraço
Amizade
Diversão
Paixão
Caso

Tudo.

Os 21.

A camisola preta cruzada ás costas nuas
As calcinhas lavadas no varal
As pernas agora sempre depiladas
As unhas cor de rosa grandes
A necessidade de independência gritando aos ouvidos
O desejo de novas conversas, novos ares.
O desejo por pessoas
Uma paixão ou várias
A vontade de um silêncio aparentemente impossível.
Uma nova experiência
Os cabelos metamorfoseando-se
Resolver uma autonomia ainda adormecida
A vontade de vitória
Uma sede insaciável de vida
O sexo
O cansaço da TV
Uma linguagem acadêmica se instaura
Uma visão crítica
Um desejo pelo corpo flexível
A arte solucionando angústias
A vontade de descobertas
A vontade que briga com o medo
O arriscar-se
Ah! A vontade de viver...
Apenas vinte e um.

sábado, 22 de outubro de 2011

Pina.

Me atravessam o coração raios de pensamento. Não consigo controlar um tipo de estímulo de uma talvez emoção.
Por vezes peço a Ele que me livre de racionalidades para poder sentir tudo isso que a cada dia que passa vai tomando conta de corpo, mente, vida meus.
Vejo todos aqueles corpos e é como se quizesse compreender algo que na verdade dispensa tal entendimento.
Me encanto, me choco, meu coração chora de arrepios, um êxtase instaura-se em mim.
Quero ver, pegar, ler, experimentar todo esse movimento que me hipnotiza.
Que corpos são estes? Vejo-os e não os acredito.
Impacientes, verdadeiros deuses, potência em vida.


"Sua fragilidade é também a sua força".
"Você precisa ser mais louca".
É isso ai.

sábado, 15 de outubro de 2011

Manias.


Hoje,
é tendência você ser grosseiro.
é mais fácil passar por uma pessoa e fingir que ela não é seu semelhante.
é tendência falar bobagens, apenas para pertencer a determinado clã.
é tendência você ser triste.
é preferível o mais fácil.
o eu é a tendência do hoje, fazendo com que o nós seja esquecido.
entristece-me pensar em um mundo tendencioso a maldade, ao esquecimento de humanidade.
a busca do futuro esmaga o passado e até mesmo o presente, faz esquecer o que não dá lucro, como a  caridade.
magoa-me o coração pensar num pessimismo, que na verdade, nada mais é que pura realidade.
fazem-me ver o que eu não quero e não preciso ver.
seres humanos cada vez mais irracionais e animais cada vez mais humanos.
Hoje, a tendência é o pior.
tendencia essa a qual recuso-me aceitar.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Eu já nem sei mais


Conflitos internos reverberam no exterior
Questões de simples resolução
Para mim, talvez não.
As vezes pareço não estar dentro de mim
Compreensões me faltam.
A vida, vez e quando parece bem simples.
A compreensão não permite calmaria.
Quero viver o hoje, muitas vezes, o amanhã não permite.
O futuro bate a porta ansiosamente
Tudo parece tão simples, Meu Deus!
Porque então simplesmente não pode o ser?
Tudo não depende de mim, talvez algo.
O que depende, faço por onde, o que não, espero.
O que fazer?
Consigo as vezes controlar vontades, ou não.
O conflito, por vezes, instaura-se.
As racionalidades exacerbadas preenchem-me corpo e espírito.
Não me convém mais imaginar pessoas. É um erro, primeiro é preciso conhecê-las. 
Sonhar acordada é o que mais tenho feito. É preciso!
 

domingo, 11 de setembro de 2011

Se permita.


Pensar em coisas bobas e rir sozinha.
Escutar Marisa Monte em seu Infinito Particular enquanto toma banho e sentir sensações ótimas.
Sair sem maquiagem.
Cortar os cabelos curtos sem ter medo de ficar feia.
Dizer a sua mãe eu te amo, mesmo que não seja um dia especialmente especial.
Abraçar e fazer cócegas na sua avó.
Comer chocolate sem se preocupar com um culote a mais.
Chamar um cara pra sair, mesmo que ele possa te dizer não.
Vestir uma roupa que não usa faz tempo.
Passar um final de semana inteiro escutando músicas, sem se preocupar com qual estilo você precisa gostar.
Mudar os planos de ir ao teatro para assitir um filme francês incrivelmente lindo e chorar com esse filme.
Ler livros fora de uma obrigação.
Ser feliz, mesmo estando sozinha.
Fazer coisas aparentemente bobas.
Dançar sozinha.
Dizer bobagens, pensar bobagens.
Ajudar pessoas.
Sorrir.
Viver.
Eu me permiti.

sábado, 10 de setembro de 2011

O tempo das coisas


Hoje, quando acordei, a impressão era a de ter voado por toda a noite; minhas asas doiam.
Arrumei estantes, organizei coisas que não me pertenciam e até tomei a liberdade de me desfazer de coisas que nao eram minhas.
Depois, já cansada, organizei lembranças minhas, reencontrei pessoas em miniaturas, olhei-as, mas recusei-me a vê-las.
Os livros têm seu tempo; nem sempre nos encontramos prontos para sua leitura.
As coisas têm seu tempo, para a chegada, a permanência e para a saída de nossas vidas.
Mesmo olhando coisas velhas, que não fazem mais sentido, não consigo ainda dizer adeus, e por que?
Certas coisas foram parar no lixo e outras continuam guardadas, na gaveta, dentro de uma caixa de perfume antigo.
Um dia irão embora, talvez.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Significações minhas


Aquele scarpin de veludo preto esbarrava por entre os puffs que continham pequenas esculturas, que não consegui ver. O salto era bem alto e fino.
Encontrei alguns amigos bêbados, tão gentis e alegres que nem acreditei.
Logo depois pesquisava blusas que dissessem alguma coisa a respeito do que sou e penso; ou corujas, também procurava por corujas, tenho verdadeira fascinação por elas.
Encontrei mais duas amigas e me diziam alguma coisa, mas não lembro o que.
A música do marido perfeito não sai da minha cabeça. Para, mas logo volta.
Dormi tarde e até tarde. Minha alimentação é até boa, mas há uma certa tontura em mim e uma angústia.
Diferente do pensamento, a casa está vazia.
Cada vez mais me sinto mais ligada a tudo, como se houvessem elásticos, dos quais quero me soltar e não consigo.
A casa está vazia de gente, mas os significados continuam aqui. Espero o bater na porta, o latido dos cães e um alvoroço geral. As conversas, os latidos, os remédios, as preocupações. O amor. Vida real.

domingo, 4 de setembro de 2011

.

Tenho sonhado com balões.
Desenhado balões.
Pensado em balões.
Coloridos balões.
Grandes balões.
Voadores balões.
Fantásticos.
Enigmáticos sonhos.
De liberdade, deve ser.

sábado, 3 de setembro de 2011

Hoje


Tapar o ouvido é fácil.
Difícil é tapar o pensamento que não para de nos falar.
Hoje o pensamento insiste em não se calar, fala pelos cotovelos, perturbando mente, coração, pulmão e até veias que nem penso que tenho.
Causa-me cólicas pensar que tão cedo ele não se calará.
O pensamento se mostra como um filho pequeno: não te deixa dormir quando precisas; chora a noite inteira mostrando que está ali; te fala bobagens a todo momento e não há como não escutá-lo; tira você do sério; faz você pensar em desaparecer, mesmo que seja apenas por um segundo.
O pensamento enlouquece. Te faz cometer besteiras e quando o arrependimento tenta tomar seu lugar, talvez seja tarde de mais.
Ausência de pensamento é sinal de morte, pois então que venham, muitos, todos de uma vez.
Me enlouqueçam, me façam perder a razão, lotem - me de cores, sabores e o que mais tiver direito.
Preciso pensar.





domingo, 3 de abril de 2011

Me faltam as palavras.

É forte, a mais pura sintonia para com o universo.
Estandarte, suporta até o muito que a vida veio lhe impor.
É roxa que se torna amarela, o vigor transporta o tempo que para ela não passa.
É mãe, é fruto, é flor do amor, semeando vida por onde passa.
É mulher. 
Apenas Adélia.

sábado, 2 de abril de 2011

Dois juntos 05.01.2011

Choveu lá fora e as sensações permanecem como se ela permanecesse aqui. O frio faz as impressões aguçarem o sabor de uma nova estação que chega. Sinto sob os pés a vontade ao mesmo tempo de mudança que a agita o coração e a calmaria que põe fundo a toda essa euforia da alma.
O vento frio, bate no corpo e faz a alma perceber que ele permanece no mesmo lugar, como se todas as possibilidades escorrecem pelas mãos frias que ainda seguram um velho sonho. O sonho de ir embora pro lugar onde habita esse coração que ainda permanece aqui; imperecível.

A impressão que surge é a de que quando o coração apertado por diversas pessoas e sentimentos, faz com que aflorasse essa vontade. Faz-se viva a vontade de espressar e rasgar aquilo que rasga o próprio coração.
Rasgo aqui tudo o que me rasga; vomito o que embola o estômago e recuso tudo aquilo que me forçam a despejar, tudo que se derrama como sangue por cima dessa folha de papel e por dentro do ser.

Festa de formatura

Cheguei apenas para uma conversa a respeito de um projeto com uma querida amiga, quando lá estavam todas elas, diante de uma bela vista verde de grama, todas agitadas, soltando gritinhos de felicidade.
Todas em polvorosa, sem quse conseguir se conter. Os organizadores e fotógrafos loucos tentando conter tanta euforia se revezavam em grandes e médios gritos diante de tamanho caos; falavam tentando conter toda a confusão.
Umas ao lado das outras, sempre puxando conversa, "é sua roupa isso, sua roupa aquilo", para no fim se darem conta que na verdade todos os figurinos se mantinham iguais, apenas se adequavam aos seus corpos, um pouco maior, um pouco menor; mas no fim, todos iguais, pretos com uma faixa roxa em volta da cintura, atado por um broche, que aliás, mesmo que discretamente colocados, eram denunciados, pois muitos já se encontravam no chão, abandonados por suas donas, diante de tanto reboliço.
Os parentes, mães, irmãs, todas com máquinas fotográficas em punho ou penduradas no pescoço, registravam tudo quanto pudessem de suas queridas que estavam ali, em um momento tão ímpar.
Malas e bolsas dispostas no chão tomavam o espaço das escadas, abarrotadas de maquiagens, adereços e penduricalhos das protagonistas desse fantástico espetáculo.
Por fim, como o momento mais esperado, a distribuição da mais estrondosa cor se faziam na figura de adereços especialmente selecionados para as tão esperadas fotos. Eram guarda chuvas, perucas, chapéus, que transformavam mulheres em crianças, em um verdadeiro sonho infantil: o de apenas ser feliz!
Vão se separando pouco a pouco, recolhendo seus balagandãs, suas malas, seus sorrisos e suas famílias, tirando o figurino que as unificavam e voltando as suas realidades. E dali em diante, qual o próximo passo a ser dado?
Era tudo apenas uma foto de formatura.