terça-feira, 1 de novembro de 2011

Encantamentos


Obrigo-me a dormir ao menos até que toque o despertador, vou de um lado para o outro.
Uma noite inteira de sonhos revelam-me aquilo que não quero deixar que aconteça;
um corpo, uma boca se mostram.
A cabeça encostada na pia do banheiro e os dedos dos pés, antes com as unhas pintadas de branco, agora com a pintura arranhada pelo chão de ontem de tarde.
A blusa lavada, mas o cheiro do forte perfume permanece. Uma presença.
Afogo-me em chocolates para curar uma possível falta. De manhã o café não permitido e o inevitável esvaziamento.
Sinto-me leve e pesada ao mesmo tempo.
Brigo comigo mesma na fila: sim e não; sim e não; talvez.
Não sei, falta-me compreensão.
Peço a Ele que eu possa compreender-me. Sentir é perigoso.
E o que será feito de hoje? Que não se faz mais necessário o encontro?
Os pensamentos aos poucos irão embora, mais um começo de semana em plena terça-feira, outras parcerias surgirão e então!
Encantarei-me novamente?
Talvez sim, talvez não. Talvez sim, talvez não.

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