sábado, 10 de setembro de 2011
O tempo das coisas
Hoje, quando acordei, a impressão era a de ter voado por toda a noite; minhas asas doiam.
Arrumei estantes, organizei coisas que não me pertenciam e até tomei a liberdade de me desfazer de coisas que nao eram minhas.
Depois, já cansada, organizei lembranças minhas, reencontrei pessoas em miniaturas, olhei-as, mas recusei-me a vê-las.
Os livros têm seu tempo; nem sempre nos encontramos prontos para sua leitura.
As coisas têm seu tempo, para a chegada, a permanência e para a saída de nossas vidas.
Mesmo olhando coisas velhas, que não fazem mais sentido, não consigo ainda dizer adeus, e por que?
Certas coisas foram parar no lixo e outras continuam guardadas, na gaveta, dentro de uma caixa de perfume antigo.
Um dia irão embora, talvez.
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