Só agora me passou pela cabeça escrever algo, talvez alivie tudo isso aqui.
Olhar para os lados e uma única sensação de angústia e não ter para onde ir nem o que fazer.
Quero voz, literalmente; voltar a falar. Tinha a consciência do pesar daquele que naturalmente nunca falou. Hoje, sinto como se faltasse-me um membro, anormalidade, vontade de expressão não autorizada, impotência, ausência daquilo que me faz ser tão eu.
Não apenas falar, mas também a vontade de gritar isso que sufoca e espreme meu ser como nunca antes.
Restou-me um pouco de dignidade, e a vontade do dia de noiva que não terei daqui para o fatídico dia: unhas pintadas de vermelho, um banho muito bem tomado, camomila na pele; não adiantou muita coisa, agonio-me a qualquer respiração. Conversas a distância me animam, não nego, mas o pé atrás não permite que eu voe longe. Uma ligação esperada acontece e é o suficiente pra que eu me renda e quebre o silêncio.
A paciência se afasta de mim a cada fração de segundo e mesmo que eu tente o controle, ele teima em fugir de mim. O computador não ajuda! A vontade de quebrar é forte, pena que custa dinheiro, fosse ele de graça, a uma hora dessas estaria no chão...
Paciência, é preciso muita paciência, porém, diante de tamanha agonia, torna-se impossível.
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