E se a única solução fosse nos jogarmos daqui?
Olha querida, olha lá em baixo, as pessoas andando de um lado para o outro, frenéticas, parecem formigas em meio a um formigueiro de gente.
Não nos é mais permitido ficar aqui, nós duas, não.
Se você tiver uma melhor ideia, me fala. Anda! Me diz!
Fala-me sempre do fim! Eu te apresento o fim e não me importa se não é o que tu imaginaste nessa tua cabecinha de vento... mas o é. É o fim. Eu o apresento.
Você está com medo? Perto de mim você não tem mais medo, é isso? Mas eu estou vendo ele. O medo em teus olhos. Nas tuas mãos frias.
Segura firme a minha mão. Não tens medo, minha querida, meu amor, meu bem querer, tudo que há de mais encantador nessa vida, meu chuchuzinho, minha gracinha, brilho dos meus olhos, e os meus miolos espalhados lá em baixo! Anda, fala a verdade, você pensa o que?! Que eu sou uma idiota?!
Você pensa que eu sou inocente o bastante pra me jogar antes de você?! É isso! Eu tô vendo nos teus olhos sua miserável, insuportável!
Eu odeio você, eu odeio você! Você vai apodrecer perto da indiferença! Não é isso que você deseja?! Os meus miolos espalhados?! Então fica com a maldita vida de indiferença que você quer pra você!
Adoro fazer cócegas em você, sabia?
Você já se olhou no espelho hoje? Você deveria se olhar a cada minuto no espelho, uma mulher linda assim, tem que olhar sua imagem no espelho de instante em instante.
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