quinta-feira, 19 de abril de 2012

Por dentro.

Ana gostava daquela sensação de manter conversas, ser desejada por dois, três ou mais homens ao mesmo tempo; isso alimentava seu ego ao mesmo tempo que seu alter ego tentava lhe controlar dizendo que não, que ela deveria segurar o que havia entre as pernas e que melhor que dois pássaros voando, era um em sua mão. Mas, a vontade de Ana era ter dois, os dois de uma vez só, e ao mesmo tempo se possível, na mesma cama.
Os pensamentos não paravam por aí, seu desejo era tamanho que Ana chegou a imaginar os três, juntos, um comendo ao outro, de todas as maneiras possíveis, ao mesmo tempo.
Toda sua imaginação não tinha rumo se não a sua auto-excitação, sua vontade extremada de tê-los ali, naquele instante para satisfazer todas as suas vontades e pulsões sexuais. Gostaria de observá-los também.
Ana imaginava abrindo-se. Tudo o que pudesse abrir para que aqueles dois seres penetrassem não apenas em seu corpo, mas também em sua alma, e possuíssem seu espírito que já não lhe pertencia mais. Sentia as mãos, mãos que percorriam todo o seu corpo como uma água, suave e pesada ao mesmo tempo. Mãos firmes.
Achou melhor parar.Para de imaginar tudo aquilo, pois olhava para os lados e a única coisa que via era seus marcadores de páginas em seus livros, um copo com água e a cama ainda vazia.
Os desejos foram afastando-se, com grande relutância. Ana abriu o livro e continuou sua leitura. Dormiu. Quando deu por si, já era de manhã e o despertador tocava irritantemente.

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