sábado, 28 de abril de 2012

Mariana.

Fora um dia de constantes respirações profundas e a vontade de falar com poucas pessoas, apesar do celular tocar insistentemente a chamado de diferentes figuras. Não desejava estar assim, apenas estava. As coisas para Mariana saiam do seu ritmo quando alguma perturbação em seu sistema imunológico resolvia lhe atacar e fazer com que tudo o que estava planejado e anotado em sua agenda simplesmente fosse por água abaixo.
Junto com as respirações, vinham-lhe os pensamentos de que tudo isso haveria de ter um propósito e que nada acontece a toa. Aquieta-se, mas logo os pensamentos perturbadores voltam a lhe tirar a paz e Mariana vê-se refém de si, coisa que não é nenhuma novidade para ela, mesmo assim, nunca se conforma com tal condição.
Resolveu assistir filmes interessantes, arrumar o guarda-roupas que afinal estava precisando ser organizado e até mesmo deu uma olhada na TV enquanto passava a novela, pensando que pelo menos assim conseguiria se distrair.
Sente a falta de algo sublime. Não que Ele não esteja dentro dela. Não é ausência que ela sente. É apenas a necessidade de algumas respostas que ela talvez nunca vá receber, mas mesmo assim, sente e acredita que é possível que mais cedo ou mais tarde elas irão chegar. Mariana tenta impor pensamentos a si, do tipo "deterministas", com frases de fé prontas, que prefere acreditar para acalmar seu coração. De certa forma, é o que consegue: acalmá-lo.

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