sexta-feira, 13 de abril de 2012

Nem tão de luxo assim.


Olhei os textos de um dever de casa do meu irmão mais novo sem nenhum tipo de maior pretensão, a não ser o de simplesmente saber o que as escolas ensinam aos meninos de hoje.
O texto, parece até brincadeira, falava de uma boneca que era disputada por duas meninas, a boneca foi puxada de um lado para o outro e no fim, ficou despedaçada e trocada por outros brinquedos que continuavam inteiros, perfeitos.
É tarde agora, mas me lembro do texto e o que me vêm é a impressão de ter certa semelhança com essa boneca. Hoje me sinto assim, jogada, puxada de um lado ao outro, sem poder ter uma decisão própria, como se a vida me fosse fictícia, e talvez sequer me pertencesse.
Porque?
Não sei. Apenas sinto. 
Talvez nem devesse sentir, pois me lembrando de Platão, os sentidos nos enganam e tudo não passa de uma grande ilusão. Vã filosofia, essa que quase nada me ensinou, além de fazer perder-se o tempo, esvaiu-se no esquecimento, que agora só me resta dela a melancolia, de uma noite em que eu já deveria estar dormindo e estou aqui a falar coisas com coisas de bonecas e filosofia para que ninguém leia, apenas eu; o que já é de grande valia, pois o que me adianta sentir tudo isso aqui e não ter ao menos o direito de pôr para fora?
Já que o direito da tomada de decisão, esse o mais importante, me é tomado ás mãos?!

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