Sim.
Acredito que as coisas acontecem porque não sei ao certo o motivo, ela têm que acontecer. Pode ser coisa de imaginação, de crendice besta de signo, ou simplesmente a vida que mostra que as coisas simplesmente assim acontecem.
Porque as pessoas não foram a festa? Porque restou apenas três na piscina? Porque tanto vinho?
Acredito que isso talvez se trate de fase; uma fase que talvez ficou aqui engasgada por uns sete ou oito meses e que agora teima em não querer passar. Questiono-me se isso é bom, ou ruim e preocupo-me, preocupo-me muito, como se eu não pudesse viver aquilo tudo o que explode aqui dentro, dentro dos meus orgãos, do meu sangue, da minha boca, do meu eu mais profundo.
E por que não?
Porque não viver o que a vida proporciona?
Inquieto-me quando penso naqueles livros ali empilhados na instante, ou ao ver as xerox de palavras difíceis me circundando por onde quer que eu vá dentro das paredes roxas e amarelas do meu recanto. Vejo os papéis com anotações pela metade, as letras rabiscadas, muitas idéias, assimilações, a conclusão do curso, o ar faltando, as borboletas em meu estômago e um único pensamento: sexta está perto.
E tudo isso me parece por vezes que estou vivendo uma vida nova, que talvez não pertença a mim, mesmo que o antigo coração continue pulsando aqui dentro; e as borboletas continuam batendo asas fortemente, e os pensamentos em contradição!
Ah!
Garçom, me traga uma cerveja bem gelada! E um guaraná também, que é pra misturar. Descobri essa doce e agradável mistura esse final de semana.
Nada doce e agradável é a mistura que se dá em minha cabeça, ao pensar em toda essa fase. Toda fase passa.
A semana também. Amanhã já quinta, e sexta vem aí.
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