Sabe o que eu odeio em você, Júlia?! Esse seu ranço de mulher submetida ao marido! Esse ranço Júlia, que não sai de você! Não, você não sabe de nada! Não sabe! Porque você teima em negar o teu prazer? Você se esconde por debaixo das cortinas do teu marido! Revela-te Júlia! Revela toda essa feminilidade que tá aí dentro de ti! Toda essa vontade de gozo! Para de negar o teu prazer Júlia!
Ah, Júlia! Porque reprimir toda essa vontade que eu sei que existe dentro de ti?! Sente meu peito. Olha como bate forte.
Você me usa como descanso dessa tua realidade idiota!
E eu ainda tinha a ilusão de que você sentia algo especial e diferente por mim, me derretendo toda a qualquer sinal, qualquer migalha de sentimento que recebia de ti...
Cansei disso Júlia! Cansei dos restos que recebo! Eu não sou uma pessoa a conta-gotas, não sei amar a conta-gotas; não sei sequer odiar a conta-gotas.
Eu odeio você Júlia.
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