quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Final de semana.

Sim.
Acredito que as coisas acontecem porque não sei ao certo o motivo, ela têm que acontecer. Pode ser coisa de imaginação, de crendice besta de signo, ou simplesmente a vida que mostra que as coisas simplesmente assim acontecem.
Porque as pessoas não foram a festa? Porque restou apenas três na piscina? Porque tanto vinho?
Acredito que isso talvez se trate de fase; uma fase que talvez ficou aqui engasgada por uns sete ou oito meses e que agora teima em não querer passar. Questiono-me se isso é bom, ou ruim e preocupo-me, preocupo-me muito, como se eu não pudesse viver aquilo tudo o que explode aqui dentro, dentro dos meus orgãos, do meu sangue, da minha boca, do meu eu mais profundo. 
E por que não?
Porque não viver o que a vida proporciona?
Inquieto-me quando penso naqueles livros ali empilhados na instante, ou ao ver as xerox de palavras difíceis me circundando por onde quer que eu vá dentro das paredes roxas e amarelas do meu recanto. Vejo os papéis com anotações pela metade, as letras rabiscadas, muitas idéias, assimilações, a conclusão do curso, o ar faltando, as borboletas em meu estômago e um único pensamento: sexta está perto.
E tudo isso me parece por vezes que estou vivendo uma vida nova, que talvez não pertença a mim, mesmo que o antigo coração continue pulsando aqui dentro; e as borboletas continuam batendo asas fortemente, e os pensamentos em contradição!
Ah!
Garçom, me traga uma cerveja bem gelada! E um guaraná também, que é pra misturar. Descobri essa doce e agradável mistura esse final de semana.
Nada doce e agradável é a mistura que se dá em minha cabeça, ao pensar em toda essa fase. Toda fase passa.
A semana também. Amanhã já quinta, e sexta vem aí.  

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Vermelho.

Percebo que vim aqui para dar a cara a tapa.
Sim, é difícil até que a ficha caia e que eu consiga admitir isso, ou adotar à minha vida.
Me sinto com vergonha, mas ao mesmo tempo percebo que foi bom.
Eu precisava chorar, desde a segunda, mas não conseguia. É como se o turbilhão de sensações se mantessem aprisionados dentro de mim. Foi preciso que eu descobrisse um amor que eu nem imaginava ser tamanho para que outras tristezas pudessem ser expulsas de dentro do meu ser.
Sofri, mas ainda permaneço nesse estado. Graças por esse sentimento, meu Deus. Obrigada por poder presenciar tal acontecimento dentro de mim. Ou fora.
Que eu não possa mais esconder o que sinto, seja bom ou mau, sob nenhuma hipótese; que eu possa me permitir a sentir tudo, da maneira mais escrota possível, mesmo que para isso meu coração sangre, ou mesmo que eu possa chorar todo o sentimento que me habita; sim, é isso o que eu quero.
Dizer adeus a hipocrisia sempre presente; dar adeus a minha possível diplomacia; o fim da mediocridade. Chegaaaaaa!
Quero sofrer da melhor maneira, amar da pior.
Chorar na frente de todos, por mais que meu rosto fique inchado, por mais que minhas olheiras indiquem socos de tão roxas. Quero o roxo mais roxo. Quero o amor mais vermelho possível. Venha sofrimento, fazer parte do meu ser. Eu te quero.
Preciso.
Ser eu da pior e da melhor maneira inimaginável.
Eu vou ser.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Memória


Plenitude.
Senti-me como se estivesse em uma sociedade secreta, aonde as pessoas pudessem ser ali o que realmente são.
Não me reconheci, mas pude ser eu mesma, assim como os outros.
Momentos são pedaços de tempo que infelizmente não podemos congelar, congelar de verdade, pra que quando quiséssemos voltar...ele acontecer de novo.
As coisas muitas vezes acontecem sem uma maior pretenção ou um planejamento prévio, que seja, mas acontecem; talvez pela força da mente, que quando se acha perdida em seus pensamentos traz a tona a vontade de que algo aconteça.
Aconteceu, de uma maneira inesperadíssima, e que até o presente momento, não consigo entender, tamanha a complexidade do que se passou dentro do meu ser; e talvez não haja a possibilidade de descrever o que foi tudo aquilo, mas foi inesquecível.
Fui surpreendida por tamanha a força que está contida num simples gesto de carinho, recíproco; excitou-me, não entendi a pulsão com que aqueles gestos arrebatavam-me; senti-me dilacerada e plena ao mesmo tempo.
Vãs palavras. Nenhuma delas, nem mesmo a lembrança desse instante fazem-se compreender o que realmente o foi.
Quero pensar, tentar lembrar com tamanha intensidade como se corporificou tudo aquilo, mas é impossível.
Efêmero é a palavra; pleno; assim como o desabrochar de uma flor.
A todo momento penso e o que me ocorre é o pulinho que dá o coração.
A necessidade do retrocesso e sua impossibilidade ao mesmo tempo me agoniam e me tornam ciente de que o maior de tudo isto é exatamente sua efemeridade; e talvez se não o tivesse sido efêmero, não se tornasse tão especial.
Por vezes a expectativa de outra experiência igual a essa me consome. Não. Não haverá próximas vezes; ou talvez sim, mas não como dessa vez.
As vezes penso em não acreditar que realmente eu que estivesse ali e experenciado isso; mas sim, fui eu.
É como se tivesse me perdido e me encontrado ao mesmo tempo.
Aquele abraço, o tocar dos lábios e o quase beijo tornaram-se mais excitantes do que alguma real consumação.
Senti como se por instantes tudo ao redor tivesse parado. Permiti-me fechar os olhos, coisa rara para alguém tão especialmente racional. Completa, plena, leve, gente, corpo, sangue quente, mãos; mãos que me seguraram especialmente e as quais não consigo esquecer; especiais, intensas, plenas assim como o referido momento.
Eu me permiti ser aquilo que realmente sou: sentimento.

"Memória: tornar presente o ausente, registrar uma ausência no tempo através da evocação de imagem presente no espírito, uma vez que a coisa lembrada/vivida não é mais observável ou passível de experimentação". Aristóteles

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Rose.

Hoje pensei em escrever simples.
O que sinto, talvez eu saiba o que é, ou talvez não queira entender, apenas sentir.
Essas sensações gelam-me o espírito.
Não consigo não compartilhar com algumas pessoas, perguntar o que fariam em meu lugar, mas não adianta; sou eu, apenas eu posso me compreender ou ao menos tentar.
Sinto-me por vezes aprisionada, dentro de padrões que não tenho e não quero seguir! Porque preciso me submeter por vezes a isso?!
Tudo seria tão mais simples se a vida fosse menos complicada, padrões quebrados, relações assumidas sem medo de que se quebrasse a cara, todos fôssemos felizes, realizássemos nossas vontades de viver, simplesmente viver além daquilo que nos é colocado!
Eu quero tanto ser feliz, experimentar, viver, por que não?!
Será que eu mesma não me permito, será que o mundo é complicado ou eu que complico.
Dá-me luz!
Dá-me luz!
Hoje só tenho a agradecer as lindas companhias que me ouviram e me apoiaram.
Dá-me luz
Eu quero amor
Quero amar
Ser feliz
Dá-me luz!
Dá-me luz!
Por vezes me sinto assim.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Meu Deus!

O que são essas coisas aqui dentro?
Minha coluna dói.
O pensamento não para.
Sinto-me viva e estagnada.
Estico-me e encolho ao mesmo tempo.
Amanhã é sábado, quero extravasar, me falta dinheiro ou coragem?
Parece que não fiz nada no dia de hoje a não ser rir e pensar.
Sempre os pensamentos, que sugam minha sanidade.
Os cabelos estão sujos e amanhã acordo cedo.
Me preocupo com a noite, ligo, mando mensagens, quero abraço, companhia.
Ainda não sei.
Meus ossos falam comigo a todo instante.
Talvez não quizesse estar aqui, não agora.
A admiração anterior não cessa.
Leio Adélia, sinto-me feliz, mas falta algo ainda.
Estou confusa, (grande novidade)
O ócio me faz comer e pensar.
Quero explodir; não consigo.
As costas doem
Estou enjoada
As pernas coçam
O ronco do estômago.
Posso eu com isso? Comigo?
Ainda não sei.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Vai dormir menina, teu mal é sono!

Ah!

Se eu pudesse sair correndo pelas ruas, mesmo sem ter rumo.
Sem precisar voltar ou chegar em algum lugar.
Se o céu permanecesse azul claro por todo o dia.
E eu tivesse uma bicicleta cor de rosa cheia de fitilhos coloridos pendurados nela.
Sair correndo de patins em uma cidade onde não houvessem carros ou motos.
Se eu tivesse coragem de nas costas colocar uma mochila bem pesada com menos da metade das minhas coisas.
E fosse por ai, sem medo de amar, aquilo ou aqueles.
Escapasse das conversas cansadas.
E pudesse viver de escrever aquilo que meu coração diz.
Colorir muros com as cores mais simples.
Sonhar verdadeiramente acordada.
E escutar o som dos pássaros perto de mim.
Se eu pudesse chorar pra fora o que chora agora por dentro.
Se eu não tivesse medo de ser feliz.
Se as pessoas ficassem sempre perto de mim.
Se eu pudesse ser eu, em todos os momentos.
Ah.