Plenitude.
Senti-me como se estivesse em uma sociedade secreta, aonde as pessoas pudessem ser ali o que realmente são.
Não me reconheci, mas pude ser eu mesma, assim como os outros.
Momentos são pedaços de tempo que infelizmente não podemos congelar, congelar de verdade, pra que quando quiséssemos voltar...ele acontecer de novo.
As coisas muitas vezes acontecem sem uma maior pretenção ou um planejamento prévio, que seja, mas acontecem; talvez pela força da mente, que quando se acha perdida em seus pensamentos traz a tona a vontade de que algo aconteça.
Aconteceu, de uma maneira inesperadíssima, e que até o presente momento, não consigo entender, tamanha a complexidade do que se passou dentro do meu ser; e talvez não haja a possibilidade de descrever o que foi tudo aquilo, mas foi inesquecível.
Fui surpreendida por tamanha a força que está contida num simples gesto de carinho, recíproco; excitou-me, não entendi a pulsão com que aqueles gestos arrebatavam-me; senti-me dilacerada e plena ao mesmo tempo.
Vãs palavras. Nenhuma delas, nem mesmo a lembrança desse instante fazem-se compreender o que realmente o foi.
Quero pensar, tentar lembrar com tamanha intensidade como se corporificou tudo aquilo, mas é impossível.
Efêmero é a palavra; pleno; assim como o desabrochar de uma flor.
A todo momento penso e o que me ocorre é o pulinho que dá o coração.
A necessidade do retrocesso e sua impossibilidade ao mesmo tempo me agoniam e me tornam ciente de que o maior de tudo isto é exatamente sua efemeridade; e talvez se não o tivesse sido efêmero, não se tornasse tão especial.
Por vezes a expectativa de outra experiência igual a essa me consome. Não. Não haverá próximas vezes; ou talvez sim, mas não como dessa vez.
As vezes penso em não acreditar que realmente eu que estivesse ali e experenciado isso; mas sim, fui eu.
É como se tivesse me perdido e me encontrado ao mesmo tempo.
Aquele abraço, o tocar dos lábios e o quase beijo tornaram-se mais excitantes do que alguma real consumação.
Senti como se por instantes tudo ao redor tivesse parado. Permiti-me fechar os olhos, coisa rara para alguém tão especialmente racional. Completa, plena, leve, gente, corpo, sangue quente, mãos; mãos que me seguraram especialmente e as quais não consigo esquecer; especiais, intensas, plenas assim como o referido momento.
Eu me permiti ser aquilo que realmente sou: sentimento.
"Memória: tornar presente o ausente, registrar uma ausência no tempo através da evocação de imagem presente no espírito, uma vez que a coisa lembrada/vivida não é mais observável ou passível de experimentação". Aristóteles
Senti-me como se estivesse em uma sociedade secreta, aonde as pessoas pudessem ser ali o que realmente são.
Não me reconheci, mas pude ser eu mesma, assim como os outros.
Momentos são pedaços de tempo que infelizmente não podemos congelar, congelar de verdade, pra que quando quiséssemos voltar...ele acontecer de novo.
As coisas muitas vezes acontecem sem uma maior pretenção ou um planejamento prévio, que seja, mas acontecem; talvez pela força da mente, que quando se acha perdida em seus pensamentos traz a tona a vontade de que algo aconteça.
Aconteceu, de uma maneira inesperadíssima, e que até o presente momento, não consigo entender, tamanha a complexidade do que se passou dentro do meu ser; e talvez não haja a possibilidade de descrever o que foi tudo aquilo, mas foi inesquecível.
Fui surpreendida por tamanha a força que está contida num simples gesto de carinho, recíproco; excitou-me, não entendi a pulsão com que aqueles gestos arrebatavam-me; senti-me dilacerada e plena ao mesmo tempo.
Vãs palavras. Nenhuma delas, nem mesmo a lembrança desse instante fazem-se compreender o que realmente o foi.
Quero pensar, tentar lembrar com tamanha intensidade como se corporificou tudo aquilo, mas é impossível.
Efêmero é a palavra; pleno; assim como o desabrochar de uma flor.
A todo momento penso e o que me ocorre é o pulinho que dá o coração.
A necessidade do retrocesso e sua impossibilidade ao mesmo tempo me agoniam e me tornam ciente de que o maior de tudo isto é exatamente sua efemeridade; e talvez se não o tivesse sido efêmero, não se tornasse tão especial.
Por vezes a expectativa de outra experiência igual a essa me consome. Não. Não haverá próximas vezes; ou talvez sim, mas não como dessa vez.
As vezes penso em não acreditar que realmente eu que estivesse ali e experenciado isso; mas sim, fui eu.
É como se tivesse me perdido e me encontrado ao mesmo tempo.
Aquele abraço, o tocar dos lábios e o quase beijo tornaram-se mais excitantes do que alguma real consumação.
Senti como se por instantes tudo ao redor tivesse parado. Permiti-me fechar os olhos, coisa rara para alguém tão especialmente racional. Completa, plena, leve, gente, corpo, sangue quente, mãos; mãos que me seguraram especialmente e as quais não consigo esquecer; especiais, intensas, plenas assim como o referido momento.
Eu me permiti ser aquilo que realmente sou: sentimento.
"Memória: tornar presente o ausente, registrar uma ausência no tempo através da evocação de imagem presente no espírito, uma vez que a coisa lembrada/vivida não é mais observável ou passível de experimentação". Aristóteles

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